“Deram-nos memória para ter rosas no Inverno.”
A proposta tira partido do extenso território oferecido pelo vento e o mar usando-o para reativar o prestígio e o entusiasmo da cidade. O projeto, com mais de dois quilómetros de comprimento, procura reequilibrar a relação da cidade com o mar convidando habitantes e visitantes a terem “rosas o ano inteiro”.
O espaço de intervenção previsto no concurso é um território da natureza, uma fronteira entre a cidade e o mar. Pode ser, por isso, um espaço múltiplo, polivalente, misto de construção e de contemplação. Perseguiu-se essa ideia desenhando com a paisagem na procura obter um espaço mais apetecível e acolhedor.
O Plano procura a valorização da ocupação e transformação da área, resumindo-se a um conceito bastante conciso que se materializa em tês gestos:
Primeiro – deixar a natureza funcionar, ajudando-a na requalificação e valorização ambiental, através da densificação e preservação da estrutura verde, bem como na instalação de um sistema dunar de transição e proteção que potenciará a colonização natural das areias o aumento de biodiversidade e, assim, reduzirá a percepção da distância ao mar;
Segundo – melhorar a acessibilidade pedonal e ciclável à praia, para criação de mobilidade universal, com a instalação de novos passadiços e pontes pedonais que vençam as diferenças de cota entre a marginal e o areal. Simultaneamente introduzir uma ecovia – percurso pedonal e ciclável, dedicado, ligando a foz do Mondego ao centro de Buarcos;
Terceiro – valorizar ou substituir o edificado existente, propondo um novo balneário em Buarcos, áreas desportivas e skate-park, bem como um recinto multiusos junto ao ‘relógio’, por forma a dotar a praia de melhores condições de conforto e oferta programática.
No final espera-se que o ‘deserto’ se transforme num bom Parque Atlântico.